segunda-feira, 22 de junho de 2009

Boas atividades....(internet)

Brincando com o barbante

Grupo: alunos de pré-escola à 4a série.

Objetivos: a dinâmica é uma ótima oportunidade para você observar melhor o comportamento da turma.

Tempo: 1 aula

Local: A brincadeira pode acontecer na classe ou no pátio, dependendo do tamanho da turma.
Material: bastam um rolo de barbante e uma tesoura sem ponta para começar a brincadeira.Desenvolvimento: Forme com os alunos uma grande roda e, em seguida, cada criança mede três palmos do cordão, corta para si e passa o rolo adiante. Sugira que cada um brinque com o seu pedacinho de barbante.
Balançando o cordão no ar ou formando uma bolinha com ele, por exemplo, as crianças podem perceber sua textura, flexibilidade e versatilidade. Depois, toda a turma, incluindo o professor, cria no chão um desenho com o seu pedaço de barbante.
Prontas as obras, o grupo analisa figura por figura. Comentários e interpretações são muito bem-vindos.
Após percorrer toda a exposição, cada um desfaz o seu desenho e amarra, ponta com ponta, seu barbante ao dos vizinhos.
Abaixados ao redor desse grande círculo feito de cordão, as crianças devem criar uma única figura.
Proponha que refaçam juntos, alguns dos desenhos feitos individualmente. No final, em círculo, a turma conversa sobre o que cada um sentiu no decorrer da brincadeira.
Enquanto as crianças escolhem juntas qual o desenho irão fazer e colocam a idéia em prática, o professor aproveitará para observá-las. Nessa fase da brincadeira surgem muitas idéias e cada aluno quer falar mais alto que o colega.
Alguns buscam argumentos para as suas sugestões, outros ficam chateados, debocham da situação, ameaçam abandonar a roda e, às vezes, cumprem a palavra.
O professor deve ficar atento ao comportamento da turma durante esses momentos de tensão. Eles serão produtivos se você abandonar sua posição de coordenador e deixar o grupo resolver seus impasses, ainda que a solução encontrada não seja, na sua opinião, a melhor.

Conclusão: Por meio desse jogo, os alunos tomam consciência de seu potencial criativo e se familiarizam com as atividades em equipe.
É muito interessante repetir a brincadeira com a mesma classe semanas depois. É hora de comparar os processos de criação com o barbante, avaliando a evolução do grupo diante de um trabalho coletivo.


Lógicos

Jogo “O mestre mandou”


Objetivos:Os alunos farão comparações cada vez mais rápidas quando estiverem pensando na peça que se encaixe em todas as condições dos atributos ditados pela professora.
Preparação:Material: Uma caixa de Blocos Lógicos, composto por quarenta e oito blocos geométricos, composto de quatro tipos de “figuras”: círculo, triângulo, quadrado e retângulo; que variam em três cores: azul, vermelho e amarelo; em dois tamanhos: pequeno e grande; e em duas espessuras: fina e grossa.
Desenrolar:Os alunos deverão encontrar a peça que obedeça à seqüência de comandos estabelecida pela professora.
A seqüência poderá ser iniciada com os atributos: círculo, azul e grosso.
Os alunos escolherão a peça correspondente. O comando seguinte é mudar para a cor vermelha. Eles selecionarão um círculo grosso e vermelho. Em seguida, devem mudar para a espessura fina. Então, um círculo vermelho e fino deverá ser selecionado.
A professora poderá continuar acrescentando comandos ou apresentar uma seqüência pronta.
Faça depois o processo inverso. Os alunos serão apresentados a uma nova seqüência de comandos, já com a última peça.
Eles deverão reverter os comandos para chegar à peça de partida.
Conclusão:A atividade é essencial para o entendimento das operações aritméticas, principalmente a adição como inverso da subtração e a multiplicação como inverso da divisão.
Brincando com o dicionário
Objetivos:O uso do dicionário amplia o vocabulário, melhora a interpretação da leitura e esclarece as dúvidas ortográficas.
Através desse jogo o aluno sente-se incentivado a descobrir o significado da palavra desconhecida e familiariza-se brincando com o uso do dicionário.
Preparação:Material: Um dicionário, folhas de papel, lápis ou caneta, lousa para anotar as respostas e a pontuação dos grupos.
Desenrolar:Divida a classe em grupos. Apenas um dicionário será utilizado por um grupo a cada rodada.
O primeiro grupo, que terá o dicionário em mãos, escolherá uma palavra do dicionário que ache desconhecida por todos, falando-a em voz alta para os demais grupos.
Se houver algum integrante de qualquer grupo que saiba a resposta correta ao ser anunciada, antes de começar a rodada, marca 4 pontos para o seu grupo.
Cada grupo escreverá numa folha um significado para a palavra, inclusive o grupo que tem o dicionário em mãos, que colocará a definição correta.
A professora recolhe as folhas e lê todas as definições, inclusive a correta. Escreve as respostas na lousa.
Cada grupo escolhe a definição que achar certa.
O grupo conta a definição correta.
A professora marca na lousa os pontos dos grupos de acordo com a seguinte regra:
2 pontos = para o grupo que deu a resposta correta.
3 pontos = para o grupo que escolheu a palavra, se ninguém tiver acertado ou 1 ponto para cada acerto por grupo.
4 pontos = para o grupo que tiver um integrante que saiba a resposta correta ao ser anunciada, antes de começar a rodada.
O jogo continua até que todos os grupos tenham escolhido a palavra no dicionário ou até que algum grupo tenha atingido um número de pontos estipulado anteriormente pela classe.


ComprimentoMedida de Comprimento - Dinâmica

Grupo: crianças a partir de cinco anos.

Objetivos: desenvolver a noção de estimativa, equivalência e medida por meio de comparações. A dinâmica desse exercício estimula o raciocínio e a percepção das crianças em relação às medidas-padrão.

Tempo: 1 aula

Local: sala de aula ou uma sala grande.

Material: Esta é uma brincadeira que basta usar o material dos próprios alunos para começar a brincar: caneta, uma borracha, um livro, ou até o próprio palmo das crianças, uma régua, uma trena ou uma fita métrica.

Desenvolvimento: Para começar a brincadeira, divida a turma em quatro grupos. Escolha para cada um deles um objeto que deve substituir a régua como unidade de medida.
Esse objeto pode ser uma caneta, uma borracha, um livro, ou até o próprio palmo das crianças.
Em seguida, defina os objetos que cada grupo deve medir — por exemplo, a carteira, a porta, a lousa ou a altura da parede onde começa a janela.
Antes que a turma comece a realizar as medições, estimule as crianças a fazer estimativas: quantas borrachas elas acham que seriam necessárias para determinar o comprimento da mesa? E a largura?
Como seriam os resultados se, em vez desses objetos, a classe usasse um livro e um caderno para fazer as medidas? E assim por diante.
Depois, peça a eles para fazerem as medições, anotando num papel os resultados encontrados por cada membro do grupo. Enquanto isso, desenhe na lousa uma tabela a da figura.
Observando-se a tabela, fica claro como as medidas informais são imprecisas.
Peça então à turma para repetir as medidas usando uma régua, uma trena ou uma fita métrica.
Dessa vez as medidas vão diferir muito pouco de um aluno para outro e de um grupo para outro.
Utilize essas constatações para discutir com as crianças a experiência que acabaram de ter.
Conclusão: É bem provável que elas cheguem sozinhas à conclusão de como é importante se ter medidas-padrão.

Caça ao objeto:
Faz-se uma lista de objetos fáceis de serem encontrados no local onde a festa será realizada.
Reúne-se os participantes para avisá-los do tempo disponível e o nome do objeto que devem procurar. Ao sinal de um apito todos correm para procurá-lo. Ao sinal de outro apito devem retornar pois é o aviso de que o tempo terminou ou o objeto já foi achado. O primeiro que retornar com o objeto pedido é o vencedor. Se o objeto não for encontrado , pede-se o seguinte da lista.

Corrida do milho: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma das linhas, coloca-se uma bacia com grãos de milho. Atrás da outra linha, os participantes são reunidos aos pares - um deles segura uma colher e o outro um copo descartável.
Dado o sinal, os participantes com a colher correm até a bacia. Enchem a colher com milho e voltam para a linha de largada. Lá chegando, colocam o milho no copo que seu companheiro segura. Vence a dupla que primeiro encher o copinho com milho.

Corrida do ovo na colher: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve segurar com uma das mãos (ou a boca) uma colher com um ovo cozido em cima.
Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, sem derrubar o ovo. Se quiser variar, substitua o ovo cozido por batata ou limão.

Corrida do Saci ou Corrida dos sapatos:
Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Na primeira linha, os corredores tiram os sapatos, que são levados para trás da outra linha, onde são misturados.
Dado o sinal, eles devem sair pulando com o pé esquerdo até a outra linha. Depois de calçar seus sapatos, devem retornar, pulando com o pé direito. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, estando calçado de modo correto.

Corrida do saco: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve colocar as pernas dentro de um saco grande de pano e segurá-lo com ambas as mãos na altura da cintura. Dado o sinal, saem pulando com os dois pés juntos. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada.
Nota: Para substituir o saco de pano pelo de plástico (grosso) de lixo, que é mais escorregadio, é preciso testar o local da corrida com antecedência.

Corrida dos pés amarrados:
Marca-se um local de partida e outro de chegada. Os participantes sno reunidos em duplas. Com uma fita, o tornozelo direito de um é amarrado ao tornozelo esquerdo de seu par.
Dado o sinal, as duplas participantes devem correr até a chegada. Marca-se um local de partida e outro de chegada. Vence a dupla que chegar primeiro.

Dança da laranja: Formam-se alguns casais para a dança.
Uma laranja é colocada entre as testas de cada par. Os casais devem dançar, sem tocar na laranja com as mãos. Se a laranja cair no chão, o casal é desclassificado. A música prossegue até que fique só um casal.

Dança das cadeiras: Forma-se um círculo com tantas cadeiras quantos forem os participantes menos uma. Os assentos ficam voltados para fora. Coloca-se música e todos dançam em volta das cadeiras. Quando a música parar, cada um deve sentar numa cadeira. Um participante vai sobrar e sair da brincadeira. Tira-se uma cadeira e a dança recomeça.
Vence quem conseguir sentar-se na última cadeira.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

1. TANGRAM (quebra-cabeça tradicional)
Pode ser feito com as crianças em diversos materiais: papel, cartolina, emborrachado, etc. Também é comercializado em madeira pintada.- Brincar de formar figuras (livre ou dirigido).

Figura formada com o Tangran.Tangran de madeira

2. JOGO DO TABULEIRO
Material: tabuleiro individual com 20 divisões, um dado com pontos ou numeração, material de contagem para preencher o tabuleiro (fichas, tampinhas, etc).- Aplicação: cada jogador, na sua vez, joga o dado e coloca no tabuleiro o número de tampinhas indicado no dado. Os jogadores devem encher seus tabuleiros.
3. JOGO TIRANDO DO PRATO
Material: pratos de papelão ou isopor (um para cada criança), material de contagem (ex.: 20 para cada criança), dado.- Aplicação: os jogadores começam com 20 objetos dentro do prato e revezam-se jogando o dado, retirando as peças, quantas indicadas pela quantidade que nele aparece. Vence quem esvaziar seu prato primeiro.
4. BATALHA
Material: baralho de cartas de ÁS a 10.- Aplicação: um dos jogadores distribui (divide) todas as cartas entre todos. Cada criança arruma sua pilha com as cartas viradas para baixo, sem olhar para as faces numeradas. Os jogadores da mesa (2, 3 ou 4) viram a carta superior da sua pilha e COMPARAM os números. Aquele que virar a carta de quantidade “maior” (número maior) pega todas para si e coloca num monte à parte. Jogar até as pilhas terminarem.- Se abrirem cartas de mesmo valor, deixar na mesa e virar as próximas do seu monte.- Vence aquele que pegar o maior número de cartas (estratégias: comparar a altura das pilhas, contar, estimar).
5. LOTO DE QUANTIDADE
Material: dado com pontos, cartelas com desenhos da configuração do dado e fichas para marcar as cartelas sorteadas.- Aplicação: cada jogador recebe uma cartela com três desenhos que representem uma das faces do dado. Na sua vez, joga o dado e se tiver na sua cartela um desenho IGUAL ao da face sorteada, deve cobri-la com a ficha. Termina quando alguém cobrir os três desenhos da sua cartela.
6. JOGO DO 1 OU 2
Material: dado com apenas os números 1 e 2, ou fichas em uma sacola (números 1 e 2).- Aplicação: Cada jogador, na sua vez, joga o dado, ou retira uma ficha. O jogador lê o número e procura identificar em seu corpo partes que sejam únicas (ex.: nariz, boca, cabeça, etc) ou duplas (olhos, orelhas, braços, etc). Não pode repetir o que o outro já disse. Caso não lembre, a criança passa a vez. Jogar até esgotar as partes.
7. SACOLA MÁGICA
Material: uma sacola, um dado, materiais variados (em quantidade).- Aplicação: uma criança joga o dado, lê o número e retira da sacola a quantidade de objetos correspondente à indicação do dado. Passa a vez a outro jogador, até que todos os objetos sejam retirados da sacola. Podemos comparar as quantidades no final (mais/menos, muitos/poucos).
8. FORMANDO GRUPOS
Material: apito, cartazes com números escritos.- Aplicação: as crianças se espalham em um lugar amplo, até que se toque o apito. A professora mostra um cartaz com o número e as crianças deverão formar grupos com os componentes de acordo com o número dito.- Discutir: quantos conjuntos? Quantas crianças ficaram de fora?
9. O QUE É, O QUE É?
Material: uma sacola e os blocos lógicos (sugiro 4 peças diferentes).- Aplicação: Selecionar as peças colocadas dentro do saco e mostrar às crianças. A criança coloca a mão no saco e através do tato identificará a forma que tateou. À medida que forem retiradas do saco, perguntar quantas ainda faltam.- Variação: a professora coloca a mão, descreve e as crianças tentam adivinhar. Ex.: tem quatro lados do mesmo tamanho (quadrado).
10. DEZ COLORIDOS
Material: canudos coloridos, copos de plástico e cartões com as cores dos canudinhos disponíveis.- Aplicação: as crianças formam grupos e cada uma retira de uma caixa maior um número determinado de canudinhos coloridos (ex.: pegue 10 canudinhos coloridos) e coloca em seu copo. Quando a professora sortear uma COR, os componentes colocam seus canudinhos da cor sorteada no centro da mesa. Solicitar que contem o total de canudinhos. Registrar os valores de cada grupo e recolher os canudinhos do grupo.- Variação: o jogo pode ser individual (cada criança retira os canudos) e contam quem tirou mais / menos / mesma quantidade, etc.

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Para ler mais (sugestões de jogos em Kammi, Cerquetti-Aberkane e Smole):BORGES, Teresa Maria Machado. A criança em idade pré-escolar. São Paulo: Ática, 1994.CERQUETTI-ABERKANE, Françoise e BERDONNEAU, Catherine. O ensino da matemática na educação infantil. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.KAMMI, Constance. A criança e o número. Campinas, SP: Papirus, 1990.LEE, Roger. Tangram. Editora Isis.LORENZATO, Sergio. Educação Infantil e percepção matemática. São Paulo: Autores Associados, 2006.MEYER, Ivanise C. R. Brincar & Viver: projetos em educação infantil. 3.ª ed. Rio de Janeiro: WAK, 2007.SEBER, Maria da Gloria. Construção da inteligência da criança: atividades do período pré-operatório. São Paulo: Scipione, 1995.SMOLE, Kátia. A matemática na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2000a.SMOLE, Kátia et allli. Coleção Matemática de 0 a 6: resolução de problemas. Porto Alegre: Artmed, 2000b.SMOLE, Kátia et alli. Coleção Matemática 0 a 6: brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Porto Alegre: Artmed, 2000c.Site: http://www.mathema.com.br/ (jogos e textos – coordenado por Kátia Smole)

Organizado por Ivanise Meyer®




“ÁGUA QUE VAI, ÁGUA QUE VEM”

Ensinar a ler e a escrever nas aulas de Ciências

Conteúdo
O movimento da água na natureza

Autor
Clotilde Maria S. Silva Bernal, professora da Rede Municipal de Ensino e da Escola Cooperativa – Vila Mariana, São Paulo

e-mail
clo.bernal@ig.com.br

Série
6ª série do Ensino Fundamental

Tempo necessário
8 aulas

Introdução
A crise energética pela qual estamos passando traz de volta a questão da água. Para compreender as relações existentes entre racionamento de energia e o abastecimento de água de um lugar é preciso que o aluno conheça os movimentos que a água faz na natureza – o chamado Ciclo da água. Tendo desenvolvido esses conteúdos, ele será capaz, inclusive, de perceber qual seu papel diante da questão do uso racional de um recurso vital, como a água.
Construir o conhecimento, neste ou noutro assunto científico requer uma série de procedimentos de leitura e escrita que são tarefa do professor de Ciências ensinar.
Neste plano de aula, propomos um trabalho de busca e leitura de informações sobre o tema ciclo da água e a produção de um texto informativo do tipo esquema, contendo ilustrações e legendas.

Objetivos, em competências e habilidades
Ao final desta seqüência, espera-se que o aluno seja capaz de:
· Localizar e reunir diferentes materiais escritos em que pode encontrar as informações de que necessita;
· Identificar nos materiais encontrados, informações a respeito do assunto que está estudando;
· Compreender as informações encontradas quer sejam texto, esquema ou ilustração;
· Registrar em tópicos, ilustrações ou esquemas as informações relevantes;
· Produzir um texto informativo, utilizando-se das informações obtidas sobre os movimentos que a água faz na natureza;
· Elaborar esquemas ou ilustrações que traduzam o conhecimento elaborado até então sobre o tema estudado;

Recursos didáticos

· Textos de diferentes procedências trazidos pelos alunos: de livros, revistas, jornais, Internet, etc.
· Folhas de monobloco e sulfite A3 e A4.
· Lápis de cor.
· Giz e lousa.

Organização da sala

Nos momentos de trabalho em grupo, reunir quatro mesas de forma a que os alunos de um mesmo grupo fiquem de frente uns para os outros. Nos momentos de estudo individual e de socialização, em fileiras ou em semicírculo voltados para a lousa.


Desenvolvimento da atividade

1ª aula:
1º Momento: Levantamento do conhecimento prévio sobre o tema
O professor deverá levantar com os alunos as idéias que eles têm a respeito do comportamento da água na natureza. Pode-se fazer isso através de uma questão-problema inicial como: “A água vai acabar?” A extensão desta etapa depende das respostas e dos conhecimentos revelados pelos alunos. À medida que as falas acontecerem, registre na lousa as idéias dos alunos, na forma de frases curtas e solicite que eles as copiem em seus cadernos. Logo em seguida, o professor deverá motivar os alunos a fazer perguntas, expondo suas dúvidas e curiosidades sobre o tema. Faça intervenções, crie dúvidas e conflitos com o objetivo de provocar questionamentos. Registre na lousa e peça que os alunos anotem as novas perguntas. Guarde uma cópia desses registros.

2º Momento: Orientações para a busca de informações
Anote na lousa ou entregue em folha impressa as orientações de como o aluno deverá proceder para buscar informações que vão dar respostas aos novos questionamentos, explicando cada item. Neste roteiro devem constar:
· Determinação dos assuntos a serem pesquisados, através da leitura dos registros feitos na etapa anterior. Aqui você poderá complementar sugerindo outros tópicos, caso não tenham aparecido nas falas dos alunos aspectos básicos do ciclo da água.
· Onde buscar informações? Oriente-os no sentido de começar a busca em suas próprias casas, em livros didáticos, especialmente de 5ª e 6ª série de Ciências, livros didáticos de Geografia, livros para-didáticos, enciclopédias, revistas, jornais e sites de pesquisa na Internet. Só então, ida à biblioteca da escola, do bairro ou da cidade.
· Como trazer as informações para a escola? Caso o material impresso seja próprio, trazer o original. Caso isso não seja possível, o aluno deverá providenciar a cópia para que possa usar em sala de aula. Nesse caso, a fonte de onde se extraiu a cópia deverá ser anotada antes da devolução do material. No caso de texto tirado da Internet, orientá-los para que anotem os dados sobre o site pesquisado.
Programe esta aula inicial de modo que seja possível dar um tempo de no mínimo 2 dias para que os alunos providenciem os materiais de pesquisa. É preciso motivá-los no sentido de que o sucesso da aula seguinte dependerá dos materiais que cada um trouxer.

2ª aula: Pesquisa em sala de aula
Prepare-se para a possibilidade de alguns alunos chegarem sem nenhum material para pesquisa. Separe alguns livros sobre o assunto para emprestar.
1º Momento: Mostra pelos alunos dos materiais trazidos.
Inicie a aula solicitando que os alunos deixem sobre suas mesas apenas o caderno, o estojo e os materiais trazidos para a pesquisa. Dê as orientações para o trabalho de leitura e de registro.
2º Momento: Exposição pelo professor das estratégias de leitura e registro.
Não tem sido uma preocupação dos professores de Ciências ensinar seus alunos a ler compreendendo um texto informativo na área de Ciências. Pressupõe-se que eles já o saibam, na 6ª série. De fato, cada leitor constrói suas próprias estratégias de leitura a partir dos contatos que tem com outros leitores. No entanto, é freqüente encontrar alunos com grandes dificuldades em identificar e registrar os conteúdos pertinentes ao assunto que pesquisam. Diante disso, cabe você mostrar-lhes por onde começar e como proceder.
Inicialmente, recorde junto com os alunos o que já estudaram até ali sobre o tema “Ciclo da água”. Feito isso, solicite que busquem no índice dos livros e outros materiais trazidos textos que digam respeito ao tema. Passados alguns instantes, e certificando-se de que todos os alunos já estão diante de um texto sobre o assunto, peça que percorram o texto com os olhos, lendo os sub-títulos, esquemas, as figuras e suas legendas.
Em seguida, solicite que façam a leitura atenta do texto, grifando o que julgam ser etapas, momentos, “mudanças de lugar” da água na natureza. Esse grifo pode ser feito com caneta marca-texto ou lápis. Caso o livro não seja próprio ou copiado, onde não se possa fazer o grifo, oriente-os a anotar em forma de itens, no caderno, as informações encontradas.
Caso você identifique na classe dificuldade em realizar a tarefa, é conveniente que mostre a eles como se faz: utilize um dos materiais trazidos pelos alunos, leia em voz alta um pequeno trecho e indique à classe o que considera importante ser grifado naquele trecho.
Ao término da aula, os alunos terão realizado parcialmente a tarefa. Oriente-os a prosseguir a leitura em casa, grifando e anotando as principais informações. E também que não repitam registros sobre informações iguais. Marque a data (próxima aula) em que todos deverão trazer os registros concluídos, na forma de um texto informativo, revisado e passado a limpo.
Além da produção de texto informativo, peça aos alunos que reproduzam em seus cadernos ilustrações ou esquemas que encontraram nos materiais pesquisados que expliquem o movimento da água na natureza.
Uma orientação importante é quanto à anotação das fontes bibliográficas usadas. Caso a classe ainda não conheça as regras básicas para fazer este registro, ensine-os como se faz, mostrando as citações bibliográficas dos livros pesquisados.
Uma variável possível é pedir que os alunos entreguem em folha avulsa o resultado das pesquisas. Desta forma, você poderá levar o material e, ao lê-lo, ter uma idéia da profundidade da pesquisa de cada aluno. Essa informação pode servir de critério na montagem dos grupos de trabalho da próxima etapa. Uma possibilidade é reunir no mesmo grupo alunos que tenham apresentado pesquisas com níveis bastante diferentes de aprofundamento.

3ª e 4ª aulas: Socialização em pequenos grupos
1º Momento: Formação dos grupos
inicie a aula solicitando que os alunos arrumem as mesas formando grupos de quatro pessoas. As parcerias são determinadas por você, valendo-se do resultado das pesquisas para decidir quem comporá os diferentes grupos.
2º Momento: Trabalho em grupo
Cada aluno, de posse de seu trabalho de pesquisa, contará a seus colegas o que encontrou. As ilustrações e esquemas produzidos por cada um serão vistos por todos do grupo. Em seguida, cada grupo deverá elaborar um esquema que conterá os elementos da natureza que participam do ciclo da água, sejam eles vivos ou não-vivos. Nesse esquema não deverão escrever palavra alguma, somente setas numeradas. Próximo ao esquema, deverá ser anotada a legenda, que explicará os diferentes momentos da água nesse ciclo.
Para realizar essa tarefa, cada aluno receberá uma folha sulfite onde desenhará seu esquema (de um lado da folha) e escreverá a legenda (no verso dela). Os esquemas ficarão semelhantes dentro de um mesmo grupo, porém, o toque pessoal fará com que não fiquem exatamente iguais.
Oriente os alunos para que façam a leitura de seus registros de pesquisa com calma; logo após a leitura de cada um, os demais devem buscar identificar na sua própria pesquisa o que há de coincidente (para não repetir) e o que é novo em relação ao que foi lido (e aí sim, ser lido e comentado pelo grupo). Ao término dessas duas aulas, os alunos entregam seus esquemas para que você os leia antes da próxima aula, registrando em sua ficha de acompanhamento o resultado dessa etapa de trabalho.


5ª, 6ª e 7ª aula: Socialização das pesquisas
Devolva aos alunos seus esquemas, vá até a lousa e solicite que os alunos lhe digam quais elementos não-vivos da natureza você deve desenhar inicialmente. Pronto o cenário, chame cada aluno a participar, lendo em seu trabalho o que está acontecendo com a água e como deve indicar isso no desenho da lousa.
Nesse momento, oriente a classe para que cada um fale quando lhe for dada a palavra, para que todos tenham a oportunidade de contribuir.
Um conteúdo que inevitavelmente é revisto refere-se aos estados físicos da água e suas mudanças. Se julgar conveniente, interrompa a montagem do ciclo para rever esse conteúdo, fazendo um esquema na lousa e solicitando aos alunos que registrem as informações em seus cadernos.
Durante a socialização, há duas possibilidades de procedimento de registro pelos alunos: aqueles que já fizeram, na etapa do trabalho em grupo, um esquema bastante satisfatório, poderão apenas conferir seu trabalho, acrescentando o que for novo. Porém, para boa parte da classe, talvez o mais adequado seja sugerir que construam um novo esquema do ciclo.
A elaboração do esquema na lousa se dará valendo-se dos mesmos procedimentos que os alunos utilizaram: colocar setas numeradas no desenho e escrever a legenda referente ao que se passa naquele momento, à parte.
Tendo concluído o esquema, os alunos devem ser motivados a realizar uma última atividade, que servirá de avaliação de todo o processo: uma nova versão do esquema, a ser feita em casa, em folha A3 para que o visual fique claro. Incentive-os a:
· Usar o colorido;
· Incluir elementos do ambiente modificado pelo homem, e não só do ambiente natural;
· Organizar o esquema de forma que o desenho das setas passe (visualmente) a noção de que a água descreve um verdadeiro movimento circular, um ciclo.
Peça que usem todo um lado da folha para o desenho e, dobrando a folha ao meio, deixem o desenho para dentro e usem esse lado da folha para a legenda, que poderá ser digitada numa folha à parte e colada no papel A3.
Por último, defina a data de entrega do trabalho final, que na realidade será um mini painel. Lembre-os de que, junto com esse mini painel, eles deverão entregar o esquema que produziram na etapa em grupo para que você possa analisar a trajetória de cada aluno ao longo da atividade.

8ª aula: Finalização da atividade
Após a leitura atenta de cada mini painel, aponte os acertos. Faça isso num papel à parte para não interferir no visual do trabalho do aluno. Nos casos em que for necessária a revisão, combine uma nova data de entrega e solicite que o aluno entregue, junto com o mini painel revisto, o papel com as observações para que você constate se suas intervenções foram compreendidas e atendidas.
Nesse momento, os alunos deverão estar curiosos por conhecer os trabalhos dos colegas. Juntamente com os comentários finais, elogios e incentivos, reserve alguns instantes para que os mini painéis circulem pela classe e sejam observados.

Avaliação
Nesta atividade você terá a oportunidade de exercitar a avaliação contínua. Isso será feito principalmente pela observação e registro das ações dos alunos, avanços e dificuldades de cada um deles. Desde o fato de o aluno ter (ou não) buscado e trazido material para pesquisa em sala, até a realização, qualidade e entrega no prazo do trabalho final, todas as etapas da atividade servirão como elementos na avaliação. Aliás, não só dele, mas também da própria proposta, possibilitando uma revisão da metodologia.

Contextualização

Cada área do conhecimento tem estruturas próprias de organização textual. Saber ler e escrever numa área não significa saber ler e escrever em outra. Se você quiser que seu aluno compreenda e produza textos científicos precisa esforçar-se para aprimorar estratégias de ensino da leitura e da escrita que possibilitem ao aluno uma compreensão cada vez maior do que lê e uma autonomia crescente no uso das estratégias para realizar essas atividades. Nesse sentido, para o estudo de cada conteúdo deve ser utilizada uma dinâmica adequada. No caso do ciclo da água, em que o esquema é a forma de registro mais adequada, adota-se uma seqüência de atividades que levam o aluno a não só compreender os símbolos próprios dessa forma de escrita, como a elaborar, ele mesmo, seu próprio esquema.

Aprofundamento do conteúdo

Uma leitura que se faz quase obrigatória para o professor que investiga formas de aprimorar seu trabalho em sala de aula é: Estratégias de Leitura, de Isabel Solé. Nesse livro, que não pretende ser uma manual de estratégias, mas um guia para a reflexão do professor, o aluno é considerado um ser ativo, que precisa ser ensinado a ler com compreensão, construindo um significado para o texto. O professor tem papel fundamental, pois vai criar situações em que ler será uma tarefa compartilhada, com objetivos definidos. Com Solé aprendemos que “aprender a ler significa encontrar sentido e interesse na leitura”.

Bibliografia
Lopes, César V Machado e Elaine B. Ferreira Dulac. Idéias e palavras na/da ciência e leitura e escrita: o que a ciência tem a ver com isso? In: Ler e escrever Compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1999.
Solé, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.


Para saber mais....
· Kaufman, Ana M. & Rodríguez, M. E. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
· Lerner, D. (1998). Preparar para a vida acadêmica por intermédio da leitura e da escrita. Seminário Internacional “O sentido dos conhecimentos escolares: uma preocupação central na elaboração de projetos de ensino – uma abordagem a partir das didáticas das disciplinas” (Curso 1: ler e escrever). São Paulo: CEEV (Centro de Estudos da Escola da Vila). (mimeo)
· ---------. Aprendizagem da Língua escrita na escola. Porto Alegre: Artes Médicas.
· Morais, Artur G. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2000.
· Teberosky, Ana & Tolchinsky, Liliana. Para além da Alfabetização – a aprendizagem fonológica, ortográfica, textual e matemática. São Paulo: Ática, 1996.
· Tolchinsky, Liliana L. Aprendizagem da linguagem escrita – processos evolutivos e implicações didáticas. São Paulo: Ática, 1998.
· Koch, I. V. e Fávero, L. L. A coesão textual. Mecanismos de constituição textual. A organização do texto. Fenômenos da linguagem. São Paulo: Contexto, 2001.
· ____________________. A coerência textual. Sentido e compreensão do texto. Fatores de coerência textual. Tipologia de textos. São Paulo: Contexto, 2001.
· Koch, I. V. e Travaglia, L. C. Texto e coerência. São Paulo: Cortez, 2000.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

CONTO POPULAR






A onça, o macaco e o boneco de cera



A onça tinha sido ludibriada pelo macaco tantas e tantas vezes que já estava cansada. Certo dia, tomou uma decisão:
— A partir de agora, chega! Esse macaco vive me passando a perna. Todos os outros bichos me admiram e me respeitam. Todos têm medo de mim. Só esse danado desse macaco é que vive debochando da minha cara, me enganando. E sempre arruma um jeito de escapar, subindo pelo alto das árvores com aquele rabo comprido, rindo de mim igual a uma hiena. Mas a alegria dele vai acabar, desta vez ele não me escapa.
Aí foi para o mato e encontrou um poço grande, com a água limpinha, uma beleza. A onça falou:
— Pois é aqui mesmo que esse macaco espertinho vai me pagar. Vou cercar esse poço e tomar conta dele. Quem quiser beber vai ter que passar pertinho de mim.
E assim o fez. Construiu uma cerca enorme em volta de todo o poço e deixou só uma entrada estreitinha. Daí se plantou lá, sentada. Mandou dizer a toda a bicharada que agora ela era a dona de um poço muito bom, de água fresca e limpa. Quem quisesse experimentar, era só aparecer, porque ela queria muito beeem a todos os bichos. E que ia ficar sentadinha lá na entrada para cumprimentar os amigos e bater um papinho amistoso. Só tinha um bicho que ela não queria por lá: o macaco.
— Estou de relações cortadas com ele. Por mim, pode morrer seco com a família toda, que da minha água ele não bebe.
A notícia se espalhou depressa e o macaco foi se arranjando do jeito que podia. Mas o verão foi chegando, o calor apertando. Os rios estavam secos. O macaco pulava de galho em galho, daqui para lá. Arranjava um taquaruçu, furava e chupava a água, mas aquilo não matava a sede. Um dia, ele falou:
— Chega! Eu vou lá tomar água naquele poço. Quem essa onça pensa que é? Por que todo mundo pode e só eu não posso? Eu vou conferir direito como é esse negócio...
Foi por dentro do mato, pulando de galho em galho, lá pela copa das árvores. Quando estava a uns dez metros do poço, ficou olhando o movimento. A pintada estava lá, sentada. Enorme! Cada pata medonha e uma boca de meter medo a leão. O macaco pensou:
— Ai! tadinho de mim. Uma patada daquelas e era uma vez um pobre macaquinho sedento! O que é que eu vou fazer?!
Continuou a olhar. Daqui a um bocadinho, ouviu:
— Bom dia, comadre onça!
— Bom dia, comadre raposa! Como vai?
— Ah, comadre! Minha língua está pegando fogo de tanto calor. A senhora dá licença de beber um pouquinho da sua água?
— Claro! Pode passar, comadre.
A raposa bebeu até se fartar. Bateu um papinho e foi embora.
— Muito obrigada, comadre onça!
— Apareça sempre!
Passou um pouquinho e o macaco ouviu:
— Ô comadre onça, dá licença?
— Quem é? — perguntou a onça.
— Sou eu, a cotia. Tá tudo seco por aí, comadre. Eu sou bicho que gosta de água, mas por onde eu ando não há nadica de nada, nem uma gota. Eu vim pedir à senhora para deixar eu beber um pouco do seu poço.
— Ah, comadre cotia! o poço é seu. Pode passar.
A cotia se fartou. Bebeu, mergulhou, nadou. Agradeceu e foi embora. Daí a pouco, novamente:
— Ô de casa!
— Como vai, compadre tatu?
— Comadre, a senhora permite que eu beba um bocadinho da sua água e molhe meu casco. Está tudo tão seco, o chão está tão duro que é difícil de furar. Debaixo da terra parece um braseiro e eu preciso terminar a minha toca antes que a cachorrada me pegue.
— Mas é claro que sim, compadre. Só, por favor, toma cuidado para não sujar a água.
O tatu bebeu, bebeu. Molhou o casco. Agradeceu e foi embora. Daí a pouco, novamente:
— Muito bom dia, comadre onça! Dá licença?
— Comadre vaca! Que bom vê-la por aqui. Mas será que a senhora passa nessa entradinha que eu fiz aqui? Deixa eu afastar um pedaço da cerca para a senhora não se machucar. Eu fiz essa passagem tão estreitinha para poder pegar aquele safado daquele macaco. Mas ele não aparece mesmo. É um covardão!
— Ah, comadre onça. Ele está andando por aí. Agora mesmo eu estava pastando e vi o rabo dele pendurado no alto de uma árvore.
— Não diga!
— Vi, sim senhora. Não leva muito tempo e ele chega aqui para tentar tomar água.
A onça levantou, olhando ao redor:
— Está rondando, né? Deixa estar! Ele aqui não põe os pés sem virar comida de onça.
A vaca foi embora. Veio o coelho, o tamanduá, a paca, a ema, a capivara, o lagarto, o veado, e assim foram vindo todos os bichos. Sempre muito bem recebidos pela "simpática" onça.
O macaco já não se agüentava de tanta sede e sem coragem de se arriscar. Nisso, ia passando um homem com um carrinho cheio de mel. Um dos garrafões estava meio aberto e o mel ia entornando pelo caminho. O macaco teve uma idéia. Correu até lá e rolou naquele mel até se lambuzar bem. Depois se encheu de folha de tudo que é tipo e tamanho. Ficou todo coberto. Falou:
— Não é que eu fiquei parecido com um lagarto?
E foi ter no poço. Afinou a voz:
— Dá licença, comadre querida!
— Quem é você?
— Sou comadre lagarta. Ah, querida comadre, estou tão cansada, com tanta sede que quase nem posso andar direito. Estou me arrastando!
— É, comadre. A senhora não me parece muito bem mesmo. Pode entrar e ficar à vontade, que hoje está fazendo muito calor. Eu estou aqui na modorra.
O macaco se fartou. Bebeu até a barriga estufar. Quando se satisfez, passou pela onça sonolenta e disse, sem disfarçar a voz:
— Tchau, queridinha!
A onça pulou, reconhecendo o logro. Tentou alcançar o macaco, mas este foi mais esperto e saiu rindo da cara da onça:
— Quiá, quiá, quiá, quiá! Desta vez matei a minha sede. Acho que agora vai ser difícil voltar a beber desse poço, mas eu insisto, persisto e não desisto e vou tentar novamente, ora se vou...
Enquanto isso, a onça resmungava entre dentes:
— Miserável! Sem-vergonha! Biltre! Cocozinho! Bem que eu achei que aquele bicho tinha alguma coisa estranha. Lagarta é comprida, mas não é tão gorda. Eu me vingo. Vou lá na casa daquele homem que vende mel de abelha. Ele tem um bocado de cera. Eu vou lá. Macaco desgraçado...
Foi. Inventou uma história que queria fazer um jarro de cera para guardar água em casa. O homem pegou um bolão de uns cinco quilos de cera. Deu à onça.
A onça pegou a cera, pôs no sol para amolecer e começou a amassar em cima de uma pedra. Amassou, amassou. A sujeira da pedra foi grudando na cera e ela foi escurecendo. Quando estava bem macia, a onça começou a moldar. Fez uma cabeça, colocou os olhos e a boca. Fez o corpo, as pernas e os braços. Ficou um boneco grande. Pegou um galho de árvore e fincou o boneco lá na entrada do poço. Arranjou umas pálpebras postiças e pôs na cara dele. Conforme o vento dava, parecia que ele piscava os olhos. Aquilo dava a impressão de ser uma pessoa de verdade, ou melhor, um menino negro, pois a cera ficou pretinha de tanta sujeira que pegou.
Enquanto isso, o macaco pensava:
— Estou com muita sede de novo. Preciso arrumar um jeito de beber a "minha agüinha"; lá naquele poço. Como é que eu vou fazer? Ah, já sei. Vou lá naquele barreiro vermelho.
Chegou lá e espalhou o barro pelo corpo todo. Espalhou pelo rabo até ele ficar grudadinho, como se não existisse. Passou bastante no pêlo, até não restar nem um pouquinho de fora. Saiu com as quatro patas no chão, meio manquitolando. Quando estava perto, viu aquele negócio parado na entrada do poço.
— Eta!, que a pintada arrumou um ajudante e o pôs de vigia. Mas não passa de um moleque. Já sei que jeito eu vou dar nele.
Foi andando. O sol estava quente. A cera começava a amolecer com o calor. O macaco foi se aproximando. O vento batia e o moleque piscava os olhos, lá parado. O macaco falou:
— Ô, seu moleque, sai da frente que eu quero passar!
O boneco parado, sacudindo as pálpebras.
— Moleque, sai da frente senão eu te meto a mão. Tô avisando...
O moleque continuava piscando.
— Vou te encher de bolacha. Pára de ficar piscando para mim e sai logo desse caminho.
E slapt! o macaco meteu um tabefe na cara do boneco de cera. A cera estava grudenta e a mão dele agarrou. Ele falou:
— Moleque atrevido, solta a minha mão ou eu te meto a outra mão na cara que você vai se arrepender de tanto atrevimento.
O moleque piscava. O macaco estava nervoso, com medo da onça estar ali por perto. Não conversou: slapt! meteu com a outra mão na cara do boneco. Ficou preso.
— Solta as minhas mãos, moleque! Larga! Eu tô mandando. Vou te meter o pé, heim?!
Meteu um pé. Agora o macaco tinhas as duas mãos e um pé presos ao boneco. Insistiu:
— Mas você é muito abusado mesmo. Fica só piscando sem parar. Me larga senão eu vou te chutar com o outro pé que você vai parar lá na China. Me solta, moleque!
Meteu. Grudou. Apavorado, com medo da comadre onça chegar, fez mais uma tentativa:
— Eu te meto a barriga, moleque de uma figa! Te meto a barriga que a cara eu não vou meter que preciso vigiar comadre onça.
Desta vez, o macaco ficou completamente agarrado ao boneco. A onça, que estava escondida assistindo a tudo, saiu de seu esconderijo e falou:
— Peguei! Finalmente te peguei, seu cretino! Vive me enganando, se disfarçando de bicho. Olha só que ridículo todo coberto de lama. Desta vez você vinha disfarçado de que?
— Ah, eu ia te enganar novamente se não fosse esse moleque aqui. Eu não estou parecido com uma capivara?
— Capivara? Capivara você vai ver é no meu bucho. Meu jantar hoje vai ser macaco.
O macaco falou:
— Olha, dona onça, a senhora pode até me comer, não tiro sua razão. Mas desta vez eu não vim aqui beber água, vim dar um recado que eu recebi de São Pedro.
A onça, atônita, exclamou:
— Hã?!
— É, sim senhora. Pode acreditar em mim. São Pedro me pediu e tornou a pedir que avisasse a todos os bichos que ele vai mandar uma grande tempestade, com muita ventania, que vai varrer a floresta toda. Ele me disse que é para eu amarrar todos os bichos, um por um, em árvores bem fortes para que eles possam escapar com vida. Eu vim aqui dizer que se comadre onça quiser, eu posso amarrá-la também.
A onça era medrosa, acreditou na conversa do macaco e pediu:
— Ai! compadre, então me amarra primeiro. Me amarra logo que eu não quero morrer soprada. Como você vai me amarrar?
— Eu já separei uns cipós bem grossos. Assim não vai haver vento que a carregue.
O macaco deu sorte que o tempo começou a fechar e umas nuvens cobriram o sol.
— A senhora tá vendo, dona onça. A tempestade já vem por aí...
— Corre, compadre. Amarra logo esta pobre oncinha. Eu perdôo tudo o que o senhor me fez até hoje. Salva minha vida, compadre. Me amarra bem amarradinha.
O macaco amarrou a onça. Apertou, apertou. A onça reclamou. Ele disse que se não apertasse daquele jeito, a tempestade poderia levá-la, o vento poderia desamarrá-la. Depois dela bem amarrada, o macaco falou:
— Está ouvindo a trovoada, comadre?
— Ih, compadre, estou ouvindo uma coisa, sim. É trovão?
O macaco disfarçava e fazia: caaaaabrummm! — É trovão, sim, compadre. O aguaceiro já está para cair.
O macaco foi pegar umas varas de mamona que ele tinha separado e escondido. Daí, sapecou a lenha no lombo da pintada: chulap!
— Vai chuva, comadre!
— Pode vir, compadre.
Lepo! Lepo! Chulap!
— Ai! É chuva de granizo, compadre. As pedras tão caindo no meu lombo. Ai! que dor!
Depois de muito apanhar, a onça percebeu que aquela chuva não estava molhando. Como estava amarrada, não pôde reagir. O macaco bateu até cansar e largou a onça lá, desmaiada. Então, foi dormir no galho mais alto da árvore.
No dia seguinte, a onça tinha sumido. Daí, o macaco pegou a família, se mudou dali e nunca mais voltou àquela parte da floresta.
Entrou por uma perna de pintoSaiu por uma perna de patoQuem quiser que conte quatro



Você sabia?
Esta história reúne elementos de diversos contos populares, muitas vezes contados separadamente. O animal que engana a onça, disfarçando-se com folhas (
o bicho folharal), o boneco de cera e, por fim, o tema da onça enganada que deixa amarrar-se em uma árvore.
Sua versão original foi contada por Lisaldina Paixão, natural de Trajano de Morais e residente no município do Rio de Janeiro, e está publicada em Paixão, Ana Rita (org.). Contos populares fluminenses. Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura / INEPAC, sd, v.1, p.33-41
Texto (c) Gláucia Santos Garcia Ilustrações (c) Marcos Jardimjunho de 2007

CURIOSIDADE SOBRE O CALENDÁRIO




O PRIMEIRO CALENDÁRIO FOI CRIADO POR RÔMULO NO ANO 753 DA FUNDAÇÃO DE ROMA. O ANO TINHA 304 DIAS E DIVIDIA-SE EM DEZ MESES. RÔMULO COMEÇAVA O ANO EM 1º DE MARÇO. NUMA POMPÍLIO, SUCESSOR DE RÔMULO, ESTABELECEU O ANO DE 155 DIAS, DIVIDIDO EM DOZE MESES. MAIS TARDE, JÚLIO CÉSAR REFORMULOU O CALENDÁRIO, COM A AJUDA DO ASTRÔNOMO SOSÍGENES. DECIDIU QUE O ANO COMUM SERIA DE 365 DIAS E QUE, PARA AJUSTAR O ANO SOLAR AO ANO SIDERAL, SE ACRESCENTASSE UM DIA DE QUATRO EM QUATRO ANOS. O ANO DE 366 DIAS RECEBEU O NOME DE "BISSEXTO". ESSE CALENDÁRIO PASSOU A SER USADO A PARTIR DE 45 A.C. E FOI BATIZADO DE "JULIANO" EM HOMENAGEM A JÚLIO CÉSAR. ACONTECE QUE AO ARREDONDAR O ANO PARA 365 DIAS E SEIS HORAS JÚLIO CÉSAR ARRUMOU OUTRA CONFUSÃO. EM 1582, POR CONTA DESSE ERRO DE ONZE MINUTOS E CATORZE SEGUNDOS, A DIFERENÇA ENTRE O ANO E O ANO SOLAR ERA DE TREZE DIAS. O PAPA GREGÓRIO XIII CORRIGIU O CALENDÁRIO. TIROU DEZ DIAS DO ANO. ORDENOU QUE APÓS 4 DE OUTUBRO DE 1582 VIESSE O DIA 15. ESTABELECEU TAMBÉM QUE O ÚLTIMO ANO DOS TRÊS PRIMEIROS SÉCULOS NÃO SERIA BISSEXTO. OU SEJA, APENAS AQUELES POR 400. OS ANOS DE 1700, 1800 E 1900 FORAM, PORTANTO, ANOS COMUNS. JÁ 2000 SERÁ BISSEXTO.


DICA: OS ANOS BISSEXTOS SÃO DIVISÍVEIS POR 4.


O CALENDÁRIO GREGORIANO É QUASE UNIVERSAL. MESMO EM ALGUNS PAÍSES NÃO CRISTÃOS, ELE FOI ADAPTADOS ÀS PRÓPRIAS TRADIÇÕES OU ADOTADO APENAS PARA USO CIVIL, MANTENDO-SE OUTRO CALENDÁRIO PARA FINS RELIGIOSOS.

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

CURIOSIDADES QUE AS CRIANÇAS ADORAMMM

Cor das joaninhas indica "cuidado"

A coloração vermelha com pintinhas pretas carregada nas "costas" das joaninhas, que tanto agrada a visão humana, é na verdade um aviso aos pássaros, seus inimigos naturais, que diz "mantenha distância, temos um gosto muito ruim". Esses insetos, chamados de Coleópteros coccinelídeos, além de bonitinhos, são extremamente benéficos ao homem, pois se alimentam de pulgões, bichos que sugam a seiva das plantas podendo causar sérios prejuízos a elas.

Por que as galinhas põem ovos brancos e beges?

O que determina a cor do ovo é a raça da galinha. Branco puro, bege claro ou bege escuro são determinados por um pigmento na parte externa da casca e não interfere no sabor, nem no valor nutricional do alimento.

Crocodilo barrigudo?

Todo mundo sabe o que acontece quando nós, seres humanos, comemos demais. O excesso de alimento é armazenado em forma de gordura para ser absorvido caso ocorra uma daquelas "épocas de vacas magras". Processo semelhante acontece no resto da natureza, como, por exemplo, com o crocodilo. O curioso em relação ao temido réptil é o local onde ele mantém suas gordurinhas. O excesso alimentar ingerido pelo animal vai direto para sua cauda, armazenando comida o suficiente para que fique sem se refeição por até dois anos.

O segredo do camaleão

O mistério de como o camaleão consegue capturar animais maiores apenas com a língua parece ter sido resolvido. Muitos répteis pegam a presa com a língua usando uma superfície áspera ou um muco viscoso expelido pelo órgão que prende o alvo. Entretanto, essa técnica funciona muito bem com pequenas presas, mas não explica como os camaleões conseguem agarrar animais maiores, como um pássaro ou até mesmo um lagarto. Cientistas da Universidade da Antuérpia, na Bélgica, usaram câmeras de alta velocidade para ver como o camaleão faz este truque estupendo. A gravação mostrou que a língua muda de formato pouco antes de entrar em contato com a presa. "Um par de milissegundos antes da língua atingir o alvo, seu final adquire o formato de uma luva de beisebol", afirmou o pesquisador Anthony Herrel. Depois que a língua se gruda à presa, dois músculos em lados opostos se contraem rapidamente. Isso faz com que fique presa bem firme. Fonte: AFP

O mundo é dos ratos

Há mais de 1.700 espécies de ratos distribuídas pelo mundo, dentre as quais cerca de 125 estão classificadas como pragas. A Organização Mundial da Saúde estima, para o desespero das mulheres, que haja cerca de três ratos por habitante no mundo, o que resultaria em cerca de 9 bilhões. Ainda de acordo com seus cálculos, cada um deles nos causa 10 dólares de prejuízo. Todo estrago que os roedores fazem não deve-se apenas à disputa por comida com os humanos, mas também ao fato de que eles precisam gastar seus dentes de alguma forma, pois os mesmos crescem incessantemente, por isso eles acabam roendo borracha, isopor e qualquer outra coisa que caia em suas patas.

As grandes famílias das moscas domésticas

Uma mosca doméstica vive cerca de três a oito semanas. Nesse meio tempo, ela produz de 400 a mil ovos. Toda essa fertilidade faz com que uma fêmea possa ter seu número de descendentes, enquanto viva, escrito com treze dígitos (ou seja, cerca de um quatrilhão de parentes, entre filhos, netos e bisnetos). Além de ter famílias muito grandes, a mosca também é muito suja para alguém do seu tamanho. Um único espécime pode carregar consigo aproximadamente 1.250 milhões de bactérias.

Quanta água

Há cerca de 1,260 bilhões de trilhões de litros d´água envolvidos no ciclo de chuvas (oceano, evaporação, chuva e volta ao oceano) no nosso planeta. Cerca de 70% do globo é coberto por água. 98% dela está contida nos oceanos, o que significa que não pode ser bebida por causa do sal, sendo apenas 2% o total de água fresca. Apenas 0,36% está nos rios e lagos. Você consegue imaginar que, por mais rios e lagos que existam, eles ainda formam uma proporção tão pequena? Além disso, há 1,6% localizado nas regiões polares e cerca de 0,36% em lençóis e poços subterrâneos. O restante é encontrado em nuvens, plantas, animais e em nós mesmos, ou você esqueceu que é feito de 65% de água?

Os cangurus pulam porque não sabem caminhar

Há pelo menos 69 diferentes espécies de cangurus. Os bichos, que se tornaram símbolo da Austrália, só existem naturalmente lá e em Papua-Nova Guiné, apesar de terem sido introduzidos na Nova Zelândia, Grã-Bretanha e Havaí. Todas as espécies possuem uma coisa em comum, poderosas patas traseiras, as quais são usadas para darem seus pulinhos, marca típica do simpático saltador, que só é imitado por uma espécie de roedor. Essa forma de locomoção despende menos energia do que o tradicional andar em quatro patas dos mamíferos, mas também desenvolve menor velocidade. Esses marsupiais não conseguem caminhar movendo as pernas independentemente -razão pela qual saltam- apenas o fazem quando nadam. Por isso, quando querem andar devagar, se apóiam nas patas dianteiras balançando-as juntamente com a cauda para os lados, como um pêndulo, enquanto empurram-se para frente com as patas traseiras.

A camuflagem das borboletas

As borboletas fazem parte de um imenso grupo de insetos chamado Lepidópteros que possui mais de 250.000 espécies diferentes. Dentre eles, cerca de 18.000 são borboletas. Elas apresentam-se em uma grande diversidade de cores, tamanhos e formato. São ativas durante o dia e existem em praticamente todo o mundo, desde lugares compostos pela gélida vegetação tundra até as florestas tropicais. Para protegerem-se, os frágeis insetos desenvolveram técnicas distintas. Algumas apresentam cores semelhantes ao ambiente em que vivem e confundem-se com ele. Outras, de espécie venenosa, desenvolveram coloração gritante para que os predadores, depois de saborear uma, lembrem-se da amarga experiência e não o façam novamente. Há ainda um terceiro grupo que não apresenta veneno, mas se "veste" como uma delas. Assim, faz com que os inimigos a temam, sem desconfiar do banquete que estão perdendo.

O dinossauro que tinha penas

O deserto de Gobi, na Mongólia, é um dos pontos preferidos pelos paleontólogos para buscar fósseis dos dinos. Além de encontrá-los em quantidade, os restos estão normalmente em bom estado. Cerca de 30 dos mais bem preservados fósseis já encontrados vêm de lá. Foi por um desses ossos mongóis que os pesquisadores chegaram a novas conclusões sobre os velociraptores, os dinos que perseguiam as crianças em Parque dos Dinossauros. A queratina, substância presente nas penas das aves, foi encontrada na ossada de um deles, o que leva a crer que ele tinha penas e reafirma a teoria de que os pássaros decendem dos répteis gigantes.

Barata é campeã de velocidade no Reino Animal

A dificuldade que se tem para caçar uma barata foi objeto de pesquisa na Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel. Os cientistas descobriram que este inseto é um dos campeões de velocidade do reino animal. Pode percorrer um metro por segundo. Considerando-se o seu tamanho, proporcionalmente para um homem eqüivaleria correr a 150 quilômetros por hora. A barata é também campeão de dribles - é capaz de desviar o rumo, em plena corrida, 25 vezes por segundo. O registro foi feito com uma câmera de vídeo especial.

Para alguma coisa isto serve

Animais como o ouriço, o porco-espinho e o peixe-prego, entre outros, quando atacados enrolam-se para assumir a forma de uma bola cheia de espinhos pontiagudos que desanimam até o mais esfomeado inimigo. Entre os vegetais, o cacto, planta típíca das regiões áridas, armazena a água da chuva para resistir à desidratação no período das secas prolongadas. Se não estivesse protegido pelos espinhos, seria o banquete preferencial de todos os animais sedentos nos períodos de grande estiagem.

Jacarés e crocodilos não mastigam suas presas

Apesar da queixada poderosa, e de toda aquela dentadura aparentemente afiada, jacaré e crocodilos não podem morder ou mastigar. Arrancam a carne das presas aos pedaços e os engolem por inteiro. É a razão pela qual ficam entorpecidos e indefesos durante largo tempo, até que o estômago tenha conseguido digerir a refeição.

Classe de animais mais abundante do planeta

Os insetos são a classe de animais mais abundante do planeta. Calcula-se em acima de três milhões o número de espécies, das quais cerca de um milhão já foram catalogadas. Suas dimensões variam desde pequenas moscas de 0,2 milímetros (hymenoptera Mymaridea) a escaravelhos gigantes (goliathus goliathus), que pesam 100 gramas.
Pesquisadores confirmam que ursos não atacam quem se finge de morto
A crença de que ursos não atacam quem se finge de morto tem fundamento. Pesquisadores apuraram que eles não são atraídos por cadáveres. Quando encontram um animal imóvel, os ursos o cheiram para conferir se não é simulação. Se a presa não se mexe, simplesmente não tocam mais nela.